sexta-feira, 4 de junho de 2010

NOVOS TEMPOS- NOVO DONO

DE VILA PEREIRA À VILA CATHARINO

Há cinco postagens atrás, com o título de Barra Baixa, comunicávamos que a banca de frutas que funcionava no Jardim Brasil havia fechado. Não teria resistido à pressão das casas de festas e, certamente, no local surgiria mais uma, mesmo porque, estava localizada entre duas delas. Havia pressão dos dois lados.


Fechada!
Para nossa surpresa a banca voltou a funcionar com novo visual e novo dono. Preferia o visual anterior. As frutas e as verduras ornamentavam o espaço de forma natural.




O novo visual ficou muito a desejar. O dono preferiu expor os produtos no espaço interno. Quem quiser comprar vai ter que parar o carro e entrar para ver o que é que tem. Antes se parava-se em frente, ao volante, e via-se o que é que tinha.
Novos tempos, novo dono.

terça-feira, 1 de junho de 2010

COPA DO MUNDO DE FUTEBOL

DE VILA PEREIRA À VILA CATHARINO
Estamos no mês da Copa do Mundo de Futebol. Este ano na África do Sul! Não se acreditava que se pudesse realizar um evento como este no continente africano. Mas pôde, graças a um trabalho de profundidade realizado por João Havelange, quando era presidente da FIFA. Ele agregou os países daquele continente ao mundo selecionado do “Futebol Association”.

Como resultado desse trabalho, foram os países da África que deram ao Brasil o direito de sediar as próximas Olimpíadas. Na hora de decidir aonde seria a séde, todos voltaram com o Brasil. Retribuíram em dobro o que se lhe tinha oferecido pelo grande presidente.

Convivi um tempo com Havelange. Era presidente da Federação Baiana de Natação, antiga F.B.N, e, por diversas vezes, fui recebido em seu gabinete na Rua da Alfândega, 70, onde ficava a sede da antiga Confederação Brasileira de Desportos.

Ela agregava todos os esportes no Brasil, terrestres e aquáticos. Só muito tempo depois, houve o desmembramento e surgiram as Federações dos diversos esportes. A Confederação Brasileira de Desportos ficou sendo, apenas, Confederação Brasileira de Futebol”.

Havelange é um homem super educado, refinado, com uma inteligência invulgar. Com ele a FIFA se tornou uma potência mundial!



E o que tem haver um blog como este com a Copa do Mundo de Futebol? “Cada macaco em seu galho” já dizia o outro. Até concordaria não fosse a envolvência que um acontecimento como este provoca em todas as pessoas. É sabido, por exemplo, que, gente que não gosta de futebol, não assiste e não quer ver nem falar, de repente começa a torcer pela nossa seleção.

A verdade é que a Copa do Mundo passou a ser um “evento”,um "show" desses que envolve emocionalmente bilhões de pessoas. E controlar emoções é muito difícil. O autor desse blog, por exemplo, não se pôde conter e está entrando no assunto.

Verdade que o espaço que este blog trata – Barra e Graça – tem muito haver com o futebol. Não nos esqueçamos que o primeiro grande estádio da Bahia foi o da Graça – Estádio Arthur Morais. Também não podemos deixar de citar que o Bahia, o famoso Esquadrão de Aço, formou-se com os jogadores da Associação Atlética da Bahia e Clube Baiano de Tênis, que estavam deixando de disputar jogos pela antiga Federação Baiana de Desportos Terrestres. Decorria o ano de 1931.

Portanto, estamos aí, torcendo por mais um título!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

DE NOVO A CLARABOIA DO EDIFÍCIO OCEANIA

DE VILA PEREIRA Á VILA CATHARINO
De certo modo, causou alguma surpresa a clarabóia mostrada em uma de nossas postagens do Edifício Oceania na Barra. Não temos conhecimento de que teria sido vista em qualquer tempo ou oportunidade. Só se fazia referência e destaque ao próprio edifício no seu conjunto maravilhoso. Eis o grande edifício, mais uma vez:

O edifício e a sua clarabóia!



Naqueles tempos (décadas de 1930/1940) era muito comum a construção de edifícios com este recurso arquetetônico. Permitia a entrada de luz para as partes internas do edifício. È a chamada iluminação Zenital, ou seja, porção de luz natural que entra pela parte superior do prédio, iluminando os espaços internos.
Mas não é só o Edificio Oceania que tem clarabóia, agora “denunciada”. Em Salvador existe diversos prédios que foram construídos com esse equipamento. É o caso, por exemplo, do Palácio Rio Branco, na Praça Municipal.





Palácio Rio Branco


Sua clarabóia, aliás, suas clarabóias (são duas) – É o prédio com telhas alaranjadas


Mas, de junto tem outro prédio que possui uma clarabóia! Suas telhas são mais alvas! Trata-se de um magnífico edifício na primeira esquina da Rua Chile. De um lado o palácio e do outro, a antiga Prefeitura, ou melhor, a verdadeira Prefeitura, desde que o prédio que construíram após a demolição da Biblioteca Pública e da Imprensa Oficial é mais uma brincadeira arquitetônica do que propriamente um edifício público. Precocuparam-se em fazer um belvedere e esqueceram da harmonia arquitetônica do local. Bem em frente, temos o magnífico palácio Rio Branco: à esquerda a antiga Prefeitura com seu prédio do século XVIII e à direita o tradicional Elevador Lacerda. Numa das laterais da nova Prefeitura corre a Rua da Misericórdia e sua tradicional igreja, até com calçamento à moda antiga, de paralepípedo. Expuseram até os trilhos dos antigos bondes.


A nova Prefeitura

Vejamos um interessante depoimento sobre esse edifício. É de um internauta: Hamilton Vigas:
"Eu gostaria de saber de quem foi a ideia de construir na Praça Municipal,no antigo local da Biblioteca Pública, aquela obra que constrata terrivelmente com a arquitetura neoclássica, tão bonita que pernonifica[sic] nossa história.
Este famoso prédio desconcertante é sede da Prefeitura do Salvador. Pois este órgão deveria construir um novo, lá pela Av. Paralela, e devolver, pelo menos, um patamar no qual poderia estar instalado um chafariz antigo da época, já que é impossível reconstruir a nossa velha BP. Com isto a Igreja da Misericódia seria descoberta e complementaria um quadro deslumbrante da nossa Salvador Antiga. Que podemos fazer? Aceito sugestões."

Em atenção ao amigo, informamos que a autoria do projeto é do Escritório do Arquiteto João Filgueiras Lima, datado de 1986.

Mas a coisa é tão séria que já há no Ministério público uma ação à favor da demolição do referido prédio. Eis parte de seu conteudo:

"Em sentença de 10 de setembro de 2004, o juiz federal substituto da sétima vara do Estado da Bahia, em exercício da titularidade, seguindo um extenso documento em que relata, fundamenta e decide, julga procedente a ação proposta pelo Ministério Público e condena a remover ou demolir o Palácio Tomé de Souza situado na Praça Municipal de Salvador.
A ação foi proposta pelo Ministério Público Federal “em defesa de interesses difusos referentes ao patrimônio histórico e cultural da Nação” alegando que a obra feriria o conjunto arquitetônico, paisagístico e urbanístico da Cidade que se constitui em “acervo de inquestionável representatividade no contexto do patrimônio histórico nacional, eis que preserva fatos ligados à História do Brasil” (2).
A argumentação do Ministério Público continua alegando que a edificação se situa em lugar que é objeto de tombamento coletivo, comprometendo “toda a originalidade, autenticidade ambiental e estética do conjunto arquitetônico tombado pelo Poder Público Federal, contrastando com a arquitetura original do lugar onde se situa, ademais da Igreja e Santa Casa da Misericórdia, o Palácio Rio Branco e o elevador Lacerda” (3).


Outro prédio famoso de Salvador que tem clarabóia e que clarabóia, é a Casa Pia de São Joaquim, na Àgua de Meninos.


Clarabóia da Casa Pia de São Joaquim


Casa Pia de São Joaquim – Igreja e Convento


De passagem, diga-se que, em todo o mundo, as clarabóias faziam sucesso. Vejamos um belíssimo exemplo:

Palácio de Cristal- Abrigou a primeira Internacional da Industria, Comércio e das Artes
1850 – 1851


Palácio de Cristal – Inglaterra
Fato curiosíssimo é a autoria do projeto dessa extraordinária estrutura. Pertence a Joseph Paxton. Grande arquiteto? Excepcional engenheiro? Nada disto! O homem era jardineiro e construtor de estufas.
Baseou-se o genial Joseph Paxton na estrutura das nenúfares, nada mais nada menos, que a nossa conhecidíssima vitória-régia de rara e grande beleza.
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Mas não se pense ou não se diga que as clarabóias foram esquecidas e se restringem às coisas do passado. Em absoluto! Elas retornam com toda a magnitude, naturalmente abrilhantadas com os recursos da moderna arquitetura, refletindo as novas tendências dessa área.













segunda-feira, 24 de maio de 2010

BAIXA BARRA

DE VILA PEREIRA À VILA CATAHARINO

O Jardim Brasil, a exceção de suas ruas internas com nomes de algumas capitais brasileiras, daí o seu nome, tornou-se uma babel a partir das primeiras horas da noite. São dezenas de casas noturnas, entre bares e boates de todos os gêneros. Já está sendo conhecida como a “Baixa Barra”.

Na pequena praça está localizada uma igreja, Jesus Maria José, este é o detalhe. Em torno dela está a festança que se prolonga até a madrugada.

Igreja Jesus Maria José

Não era assim há poucos anos atrás. Tinha uma sorveteria e uma padaria num dos seus lados (Rua Belo Horizonte), duas empresas de informática e uma banca de frutas, numa das esquinas do largo.



A tradicional banca de frutas

Apesar de terem chegado primeiro, dava a impressão que esses estabelecimentos eram verdadeiros intrusos neste mundo boêmio. Em verdade, sentia-se um disparate. E como acontece em situações tais, até que ponto essas casas resistiriam ao assédio que devia estar ocorrendo de cessão dos seus espaços para novas casas de diversão? O tal do poder econômico, a que poucos resistem.

Quem seria o primeiro a ceder? Cedeu uma das casas de informática, justamente, a maior delas. Já estão reformando-a para surgir no local um restaurante ou um grande bar com boate inclusa. O espaço é enorme!



A grande casa de informática já com tapumes verdes protegendo sua reforma

O segundo a ceder e foi uma pena, foi a barraca de frutas, desde que dava ao local um toque bem provinciano. Ficava ao lado de uma boate. Seu proprietário resistiu muito, mas agora efetivamente já fechou as suas portas. A banana maçã que só ele vendia, não pode ser mais comprada por inúmeros fregueses.


Não resistiu! Infelizmente, fechou.


Vai faltar banana maçã

Mas tem ainda uma “resistência”, a última delas e o caso é deveras singular. Trata-se da segunda casa de informática. Tem apenas uma porta.

Para entendermos bem o que está acontecendo, há um pequeno histórico. A tal casa de informática fica localizada entre uma antiga farmácia à sua direita e o ex-famoso-Bar do Chico onde era servido o melhor caldo de polvo de Salvador, à esquerda.


A foto acima mostra à esquerda o novo bar com uma proteção de plástico. Ao centro a casa de informática - Info-zap - e as duas portas brancas são da antiga farmácia. À sua frente a armação em bambu definindo o espaço. Ele é interrompido em frente à casa de informática. Mais ao fundo, um dos melhores bares da região - Nova Schina. O imóvel que ocupa, estilo mexicano, era a antiga mansão dos Liberato de Matos.

Ao redor do Bar do Chico, inclusive o que se vê na foto acima, foram abertos diversos bares com excepcionais estruturas. A concorrência ficou braba. Ou vendia o ponto ou falia, é a conclusão a que se pode chegar, bem como, talvez, não teria resistido a uma proposta absolutamente irrecusável, em termos econômicos.

E quem comprou o Chico, pelo amor de Deus? Possivelmente o proprietário da farmácia ou alguém mais forte teria comprado tanto o espaço da farmácia e o Bar do Chico. Uma coisa ou outra!

A pequena casa de informática ficou no meio da coisa comprada. Certamente, devia haver a esperança de que seu proprietário não resistiria a pressão que se faria, primeiramente espacial, física, e em seguida, financeira e o ex-bar do Chico transformar-se-ia num grande estabelecimento, incluindo o espaço dele próprio, da casa de informática e da farmácia. Algo extraordinário!

Mas o proprietário da pequena casa de informática resistiu às ofertas e se manteve no local!

Resultado: veio a inauguração do novo bar. O espaço onde era o Chico foi todo reformado. E o que fazer com o espaço da casa de informática? Respeitá-lo. Depois dele o jeito foi colocar umas armações em bambu em frente às portas da ex-farmácia e colocar as mesas dentro desse espaço.

Para variar, o proprietário da pequena casa de informática tem um carro, naturalmente. Até boa hora da noite, quando esquenta o movimento, o veículo permanece no local. Causa uma divisão e tanto, digamos, quase um vazio.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

O FAROL DA BARRA TODO BRANCO

DE VILA PEREIRA À VILA CATHARINO

A foto acima é extremamente curiosa, ou melhor dizendo, oferece-nos detalhes curiosos desse local: o Porto da Barra. Seus antigos casarões. A praia. Nenhum banhista como é costume se vê nos tempos de hoje. O Forte Santa Maria, já como é hoje, mas sem a pracinha que lhe contorna nos tempos atuais. A rampa de acesso praticamente se inicia na praia.

De que ano seria esta foto? É a pergunta que se faz. Pelo menos de qual século? Não há informações inseridas na mesma. Temos que deduzir. Mas como?

Dirijamos a nossa vista para o alto à esquerda da foto. Está lá o Forte Santo Antônio da Barra e seu farol, quase imperceptível. Ele foi inaugurado em 2 de dezembro de 1839 com a atual estrutura. A grande lanterna (equipamento de luz catóptico) foi construida na Inglaterra e ergue-se sobre uma torre troncônica de alvenaria. Ainda não está pintado em listras pretas e brancas, como hoje conhecemos. Então, estamos nas proximidades do seu tempo de inauguração.

Hoje pintado de preto e branco


Com base nesse detalhe, podemos determinar a época da foto como sendo do século XVIII, entre 1840 a 1890.
São conclusões como esta que ajudam a conhecer melhor a Barra de antigamente.

A CLARABÓIA DO ED. OCEANIA

DE VILA PEREIRA À VILA CATHARINO

A foto acima é do Edifício Oceania visto do alto. Qual é a novidade? Sempre se fotografou o grande edifício. E agora?

Simplesmente estamos mostrando um detalhe que, talvez, a grande maioria das pessoas desconhecia: o famoso edifício tem uma clarabóia no seu teto. Para entrada de luz ou de água?

Não deixa de ser mais um diferencial!

CARNAVAL DA BARRA- CIRCUITO DODÕ

DE VILA PEREIRA À VILA CATHARINO

Carnaval da Barra - Circuito Dodô
Na década de 1980 teve inicio o Carnaval na Barra, o chamado circuito Dodô entre a Barra e Ondina. O primeiro bloco a desfilar na Barra foi o Oludum, ocorrido exatamente no ano de 1988. Daí em diante, o eixo da folia deslocou-se para esta região, hoje a mais valorizada, transformado-se no Circuito Dodô em contraposição ao Circuito Osmar, do Campo Grande à Praça Castro Alves.
No Brasil, o primeiro carnaval surgiu em 1641, promovido pelo governador Salvador Correia de Sá e Benevides em homenagem ao rei Dom João IV, restaurador do trono de Portugal. Hoje é uma das manifestações mais populares do país e festejado em todo o território nacional.
A origem do Carnaval é imprecisa. É possível que suas raízes se encontrem num festival religioso primitivo, pagão, que homenageava o início do Ano Novo e o ressurgimento da natureza, mas há quem diga que suas primeiras manifestações ocorreram na Roma dos césares, ligadas às famosas saturnálias, de caráter orgíaco. Contudo, o rei Momo que é uma das formas de Dionísio — o deus Baco, patrono do vinho e do seu cultivo, faz recuar a origem do carnaval para a Grécia arcaica.
"O nome Carnaval vem de CARRUM NAVALIS, os carros navais que faziam a abertura das Dionisías Gregas nos séculos VII e VI a.C. Uma outra versão é a de que a palavra Carnaval surgiu quando Gregório I, o Grande, em 590 d.C. transferiu o início da Quaresma para quarta-feira, antes do sexto domingo que precede a Páscoa. Ao sétimo domingo, denominado de "qüinquagésima" deu o título de "dominica ad carne levandas", expressão que teria sucessivamente se abreviado para "carne levandas", "carne levale", "carne levamen", "carneval" e "carnaval", todas variantes de dialetos italianos (milanês, siciliano, calabres, etc..) e que significam ação de tirar , quer dizer: "tirar a carne".
Até a década de 1970, apesar da força do carnaval de rua no centro da cidade, as noites eram dos clubes. Na Barra, a Associação Atlética da Bahia, Clube Baiano de Tenis e Yacth Clube da Bahia, promoviam grandes bailes.
Hoje, todos eles estão fora da folia. A noite também passou a pertencer aos foliões de rua.